Eu nasço e morro todo dia.

“Eu costumava me amar. Amava o reflexo no espelho mais do que qualquer outra coisa. Amava a cor dos meus olhos e como meu cabelo ficava razoável de vez em quando. Mas agora não me amo mais. A única coisa que amo é a raiva que flameja toda vez que um novo dia se inicia. Amo o frio, não o inverno, mas o que habita dentro dos seres humanos. Amo o fogo que destrói qualquer coisa da qual toma posse e como ele queima qualquer resíduo de uma história qualquer, sem piedade. Cada pedaço do meu ser dói quando vê algum novo sorriso nascer. Parece injusto que os outros sejam felizes enquanto eu nasço e morro todo dia. Parece injusto que os outros não tenham o que temer, porque eu também não tinha o que temer. Agora cada pedaço de uma garota forte esta estilhaçado e eu só me sinto bem enquanto caminho sobre os cacos. As chamas destruíram um futuro que eu tinha planejado em mínimos detalhes. A agora eu sou essa psicose cheia de surtos e maluquices que escorrega no box do banheiro e chora quando ninguém está por perto para socorrer. Eu não quero socorro, pouco quero abraços. Eu quero que o fogo lamba cada pedaço desse mundo que destruiu minhas chances de crer na humanidade. Quero que os raios caiam em sequência e assustem os de sono tranquilo. Quero que se sintam como me sinto e não me importo com o tamanho do meu egoísmo. Doa a quem doer, porque ainda dói em mim. Dói cada músculo, cada centímetro, cada lágrima. Mas não choro mais. Não na frente dos que ainda sorriem. Eu nasço e morro todos os dias e dói. Dói porque nunca aprendi a me apresentar, tampouco sei dizer adeus. Quero espalhar os cacos de vidro, quero que sintam minha dor. Mas nasço e morro todos os dias e nem o fogo consegue cessar esse processo. É injusto que o mundo continue girando. Porque eu não estou. E não vou. Não mais.”

Então essa é minha primeira crônica e eu realmente não sei como me sinto em relação a ela. Na verdade, a inspiração veio de um filme e eu criei toda uma história implícita em cima da mesma. Como sou iniciante nisso, aceito críticas do tipo “Giovanna, isso está uma porcaria, leia tal coisa e talvez melhore”. Bom, é isso. Beijos!

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