Resenha: O teorema Katherine

Levei seis dias para ler “O Teorema Katherine”. Não gosto de forçar leitura ou apressar as coisas, mas não consegui me controlar. Comprei o livro porque minha paixão assídua pelo John Green me faria comprar até a lista de supermercado dele.

“Após seu mais recente e traumático pé na bunda – o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine – Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.”

 

Vou ser honesta. Penei pra gostar do Colin. Ele não gosta do que está se tornando e força todos ao seu redor (não que sejam muitas pessoas) a aguentar ele falando como era um prodígio, mas não consegue se tornar um gênio. Então, quando a K-19 o chuta, ele cai na estrada com seu melhor amigo, que é o gordinho mais maravilhoso da face da terra. Simples assim. Eles acabam indo parar no tennessee e conhecem minha personagem favorita. Desde o primeiro momento, a Lindsey se torna meu Augustus. Cheia de duvidas sobre sua personalidade, ela se encaixa em qualquer conversa e me faz a amar cada vez mais. O livro tem um ritmo delicioso. John consegue fazer o que muitos autores não conseguem: você não vai ficar comparando “O Teorema Katherine” com qualquer outro livro do Green que você já tenha lido. Simplesmente porque a única coisa em comum é a linguagem, por muitas vezes extremamente nerd e muito bem desempenhada. O humor de Hassan vai te fazer rir em silêncio e no último capítulo, chorei sem perceber. Não sei se foi porque a história, mesmo de maneira tão simples, mexeu comigo ou porque notei que estava acabando. O buraco no peito é o mesmo. Infelizmente, John Green tem dessas: abre um buraco no seu peito que pouquíssimas vezes outros livros podem suprir. No fim, entendi todas as Katherines que chutaram o Colin. E aprendi, junto com ele, que as vezes nós estamos errados. Que, as vezes, o que devia nos fazer feliz, não faz mais. E ai, é hora de procurar uma nova coisa para nos alegrar. Um novo lugar, mesmo que seja o lugar que você menos espera encontrar algo que valha a pena. Tipo, o lugar onde o arquiduque Francisco Fernando está enterrado. O livro é incrível e se tornou um dos meus favoritos, assim como John manteve seu lugar na minha lista de autores que podem transformar o mundo com as palavras. PS: O livro tem muita matemática. E eu odeio matemática. Mas eu gostei de matemática. Porque, mesmo não fazendo sentido, era bonita. “É possível amar muito alguém, mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela.”

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