Resenha: Sangue Quente

Oi gente. Essa não foi uma semana muito fácil por isso fiquei um pouquinho mais afastada do blog (depois faço um post sobre isso), mas estava com saudade e é bom estar de volta.

R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a “vida” de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa.

Eu sou louca por zumbis. Gosto dos que são vilões, é claro, mas In The Flesh (Fiz post sobre a série esses dias) e esse livro mudaram muito minha opinião. O R é uma fofura.  Ele pode não ter um vocabulário muito extenso mas seus pensamentos são mais inteligentes que de muito humano por ai. Quando ele devora o cérebro do namorado de Julie e se apaixona por ela, você meio que se apaixona por ela também. Julie é uma protagonista difícil, que fala bastante palavrão e é rebelde. Não rebelde do tipo clichê, mas do tipo de verdade. O livro tem uma narração bem intima, e você se sente na história. É um daqueles livros que você se apega aos personagens e não é nem um pouco irritante ou falso. Zumbis não são os novos vampiros. Até porque a Julie não quer de jeito nenhum se tornar um morto-vivo (ao contrário da Bella que sempre teve foguinho pra se tornar vampiro). E parece que o autor esta trabalhando numa continuação. Apesar de não gostar muito dessa ideia (esse é um daqueles livros “se melhorar, estraga”), acho que é uma boa change do pessoal perder o preconceito. Por fim, vale a pena colocar na wishlist. Vem amar o R comigo.

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