Um novo buraco no peito.

A morte é uma coisa engraçada. Eu nunca tinha passado por isso. Nos meus 16 anos de vida, eu nunca tinha perdido ninguém. Quer dizer, eu não tenho avós, mas perdi minhas avós antes de nascer e me lembro muito pouco dos meus avôs. O que mais convivi faz uma falta danada, como se faltasse um pedaço do meu peito mas nunca chorei por ele. Talvez porque eu não me lembre do sorriso dele. Há uma semana eu perdi uma pessoa de quem eu lembro muito bem do sorriso. E apesar de todas as minhas crenças e esperanças, ainda dói. Dói, porque por mais que eu acredite que eu possa ver essa pessoa novamente, pensar que não agora, não por um tempo, dói. Pensar que ele não vai passar pelas mesmas experiências que nós ainda vamos passar, como ir para a faculdade ou curtir uma família, isso esmaga meu coração. Chorar é bom. Fazia muito tempo que eu não chorava, então aproveitei para chorar tudo o que eu precisava. Mas agora, uma semana depois, parece que eu acordei do sonho ruim. E ainda dói, menos do que antes, mas o buraco continua o mesmo. O que resta é a saudade, a lembrança de um dos meus sorrisos favoritos e apesar da distância que existia um pouco antes, eu ainda me lembro do último abraço e de cada história que vivemos juntos. O que vai restar é a saudade. E eu vou fazer o meu melhor pra poder te abraçar mais uma vez. Dizer que eu estava certa e relembrar tudo de bom que vivemos. Te amo. Tô com saudade.

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